sábado, 25 de abril de 2009

GRÉCIA E ROMA

Nessa parte do blogger iremos falar sobre arquitetura da Grécia e Roma. Para um melhor entendimento daremos uma introdução sobre estes dois maravilhosos lugares. Quando os Gregos foram absorvidos pelo Império Romano, mantiveram um enorme prestígio, pois a Roma que os ocupou era parcialmente grega. A literatura, a filosofia, todas as belas -artes e até mesmo a maior parte da mitologia religiosa, eram gregas. A língua grega tinha também larga difusão. Os Romanos mostravam grande respeito pelos desportos e pela noção de liberdade dos Gregos e, até, pela sua concepção idílica da vida dos camponeses e pastores. Os Romanos parecem até ter acreditado que a beleza pessoal e física dos Gregos era superior à sua. A base da nossa própria atitude para com os Gregos assenta fortemente na literatura romana e na compreensão romântica dos Romanos. Politicamente, estes desprezavam e ao mesmo tempo admiravam a Grécia, e na maior parte das outras coisas imitavam-na. Eduard Fraenkel, um dos grandes estudiosos da literatura romana, observou que quanto mais profundamente um escritor romano era homem, mais fortemente estava impregnado do que era grego. Isto também é verdade, mas o sentimento e a concepção romanos do mundo grego não estão encarnados apenas na humanidade profunda ou na grande literatura. ( Postado por Pietra M.W.Sales - número 25 - 5E )

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Arquitetura da Grécia Antiga

A arquitetura grega tem uma história longa e característica. Os gregos construiram os seus primeiros templos no século VII a.C., influenciados pelas plantas das casas micênicas que tinha uma sala central com muitas colunas em volta. Os primeiros templos eram: pequenas construções na forma de cabanas, feitas de madeira, cascalho ou tijolos de barro, algumas vezes com telhado de folhas. Antes do século VI a.C.os templos com colunas de pedras eram raros. A partir disso, os gregos concentraram as suas pesquisas estruturais num único sistema: o trílito, que era formado por dois pilares de apoio e por um elemento horizontal de fecho. No período mais importante na arquitetura da Grécia antiga, que vai dos séculos VII a.C. e IV a.C., podemos ver que a arquitetura religiosa tinha um grande rigor de dimensões com proporções matematicamente precisas; os templos são construídos com a pedra mármore. Um traço que foi marcante da arquitetura grega: é o uso das colunas, que é como se estivesse estabelecendo ordens com características: dórica, jônica e coríntia. O Parthenon, que foi o templo dedicado à deusa Atena, erguido entre 447 a. C. e 438 a. C., no governo de Péricles, é umas das mais conhecidas e admiradas construções do período.
As figuras acima mostram o planejamento do Parthenon e suas colunas
O Partenon ou Partenão foi um templo da deusa grega Atena, construído no século V a.C. na acrópole de Atenas. É o mais conhecido dos edifícios remanescentes da Grécia Antiga e foi ornado com o melhor da arquitetura grega. Suas esculturas decorativas são consideradas um dos pontos altos da arte grega. O Partenon é um símbolo duradouro da Grécia e da democracia, e é visto como um dos maiores monumentos culturais do mundo. Foi esculpida em marfim e ouro por Fídias e seu epíteto parthenos refere-se ao estado puro e solteiro da deusa. Os arquitetos foram Ictinos e Calícrates e a construção começou em 447 a.C. e estava substancialmente pronta em 438 a.C., mas a decoração continuou até 433 a.C.. O edifício foi construído por iniciativa de Péricles, líder político ateniense do século V a.C., e a sua construção foi supervisionada por Fídias, encarregado também das esculturas decorativas. Partenon é visto como o mais refinado e o mais perfeito templo dórico jamais construído. Especula-se que as dimensões do edifício expressem a razão dourada, proposta por Pitágoras no século anterior. Esta cercado por uma colunata (peristilo) em octoestilo dórico, com oito colunas frontais em vez de seis como era costume na época, e dezessete de cada lado perfazendo um total de 46 colunas, se diminuirmos as comuns entre as fachadas e as laterais. O Samrat Yantra, o maior relógio de sol do mundo, é um edifício era formado de uma rampa de alvenaria de pedra, que tinha forma de triângulo com cerca de 25 metros de altura com um arco virado para cima que atingia cerca de 13 metros. O triângulo, alinhado com o meridiano do local, funciona como gnómon e projeta a sua sombra sobre a superfície curva do arco. Esta superfície, de 3 metros de espessura, é um enorme mostrador feito em mármore polido onde foram feitas milhares de incisões correspondentes a unidades temporais. A precisão deste instrumento é tal que podemos conhecer a hora exacta através da posição do Sol com um desvio máximo de 2 segundos...

Lika Oyama n° 17 - 5E

quinta-feira, 19 de março de 2009

Deuses Egípcios

Os Deuses Egípcios Os Antigos Egípcios acreditavam que os Deuses tinham as mesmas necessidades e desejos comum aos homens. Os Deuses eram representados na forma humana, na forma animal e numa mistura de homem e animal. Haviam inúmeros Deuses, sendo inevitável as rivalidades e as contradições. Doze dos principais Deuses são apresentados abaixo: Ísis, esposa e irmã de Osíris, era dotada de grandes poderes mágicos. Protegia as crianças o que fazia dela a mais popular das Deusas. , Deus-sol de Heliópolis, tronou-se uma divindade do estado na Quinta Dinastia. Era o criador dos homens e os egípcios denominavam-se "O Rebanho de ". Anúbis, Deus-chacal da mumificação, assistia os ritos com os quais um morto era admitido no além-túmulo. Empunha o cetro divino usado pelos Deuses e pelos Reis. Hátor, Deusa do amor, da felicidade, da dança e da música. Simbolizada pela vaca. Quando nascia uma criança, sete Hátores decidiam sobre o seu futuro. Seth, o Senhor do Alto Egito. Representado por um imaginário animal como um burro. Associado ao deserto e às tempestades. Toth, Deus da sabedoria representado por um íbis ou por um babuíno. Associado com a lua. Ao desaparecer o sol, tentava dissipar as trevas com a sua luz. Néftis, irmã de Ísis e Osíris. Seu nome significa "Senhora do Castelo". Néftis auxiliou seu irmão a retornar à vida. Hórus, o Deus com cabeça de falcão que segura na mão direita o ankh, símbolo da vida. Os reis do Egito identificavam-se com esse Deus, filho de Ísis e Osíris. Osíris, Deus da terra e da vegetação. Simbolizava na sua morte a estiagem anual e no seu renascimento, a cheia periódica do Nilo e o desabrochar do trigo. Ftás, Deus de Mênfis. Patrono dos artesões. Algumas lendas dizem que ele pronunciara os nomes de todas as coisas do mundo e com isso fizera existir. Sobeque, Deus-crocodilo venerado em cidades que dependiam da água, como Crocodilópolis, onde os sáurios eram criados em tanques e adornados com jóias. Âmon, Deus de Tebas. Representado na maioria das vezes como homem, mas também simbolizavam-no em forma de carneiro ou de ganso.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Pinturas Egípcias

A Pintura do Egipto antigo significou o ressurgimento da pintura,muitos anos após às Pinturas Rupestres.Os artistas estavam mais interessados na arquitetura e escultura,por isso muitas das pinturas que ainda permanecem são decorações de tumbas .
É uma pintura essencialmente simbólica,que segue rígidos padrões,como a Lei da Frontalidade,que determina o tronco da pessoa ser representado sempre de frente,enquanto sua cabeça,suas pernas e seus pés são, vistos de perfil.Há também a ausência de três dimensões,ignorância na profundidade e a cor é aplicada em manchas uniformes.
Quanto a hierarquia na pintura:eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino,ou seja,nesta ordem de grandeza:o rei,a mulher do rei,o sarcedote, os soldados e o povo.As figuras femininas eram pintadas em ocre,enquanto as masculinas pintadas de vermelho. No Antigo Egito a pintura aplica-se a espaços arqitetônicos,especialmente aqueles relacionados com o culto dos mortos,como túmulos de faraós.Porém os mais ricos possuiam murais em casa,elaborados em estilos de alta textura. Existem pinturas encontradas em papiros e juntamente com hieroglifos.Os rolos de papiros têm como peça fundamental os Livros dos Mortos,ricamente decorados,onde continham instruções para se guiarem depois da morte e eram colocados junto ao defunto,no interior da tumba. A matéria prima da pintura egípcia era uma cola fabricada com cores minerais aplicada sobre uma camada de gesso branco que cobre a parede.Usa tintas planas,sem matizações,durante o Império Antigo(sobre 2700-2600 a.C) e Médio(2060-1786 a.C),e só com a XVIII dinastia(1560-1309 a.C)começa-se a introduzir o uso dos meios tons,numa época que se torna visível certa tendência ao prociosismo. O máximo da pintura Egípcia foi durante o Império Novo,em especial com a XVIII dinastia.Nessa época encontramos uma certa delicadeza e distensão que faltavam anteriormente.As figuras tornam-se mais estilizadas,os artistas procuram refletir o movimento e,ao mesmo tempo que se entregam a uma variedade temática,tentam exibir com preciosimo o espetáculo da natureza.
Pinturas

Pintura na Tumba de Nefertari.

A tumba dessa rainha é uma obra monumental. Ela era a esposa mais amada de RamsésII e ao morrer foi colocada em uma das mais belas tumbas da realeza Egípcia.Magníficas pinturas murais do sepulcro,entretanto,estiveram ameaçadas de destruição.Foi feito um excelente trabalho de restauração no qual foram gastos 4 milhões de dólares e as imagens daquela elegante rainha,fazendo oferendas aos deuses e passando da vida terrena à imortal,foram salvas. Outra Pintura de Nefertari Pintura Egípcia da tumba de Ramose,ministro de dois faraós da XVIII Dinastia.Uma procissão funerária de mulheres lamentosas.Nessa pintura,as mulheres são bidimensionais e esquemáticas,mas os gestos angustiados vibram com o pesar. Essa Pintura refere-se aos Gansos de Medum,três majestosas aves.Os Gansos foram pintados a mais de dois mil anos antes de Cristo.Essa obra é encontrada na Tumba de Nefermaat e sua esposa Itet.Nefermaat foi filho de Snefru,o primeiro faraó daIV Dinastia. Caça a aves selvagens.Encontra-se em Tebas na Tumba de um nobre .O nobre está de pé em seu barco,segurando na mão direita três aves que acabou de abater e na esquerda um bumerangue.É acompanhado pela esposa que segura um buquê e usa um traje complexo,com um cone perfumado na cabeça.Entre as pernaas de Nebamum,acocora-se sua filha,a pequena figura que apanha na água uma flor de lótus(a composição é um exemplo de como se convencionava determinar as dimensões das figuras conforme a hierarquia familiar e social).Na origem,essa pintura era parte de uma obra maior,que também incluía uma cena de pesca. Viagem de um morto ao além. Essa é uma foto da Tumba de Tutancâmon.No centro enconta-se seu sarcófago e a sua volta,as pinturas na parede.A múmia de Tutancâmon estava protegida por três sarcófagos,um dentro do outro:um de madeira dourada,outro de madeira dourada e com incrustações de pedras preciosas,e o terceiro em ouro maciço com aplicações de lápis azuli,coralinas e turquesas que guardavam o corpo do faraó. Um guia para almas.Nessa pintura de uma tumba feita por volta de 1300a.C.,o deus com cabeça de cachorro,Anúbis,é mostrado debruçando-se sobre uma múmia.Acreditava-seque ele era um guia para as almas durante sua viagem atavés do reino dos mortos. A pesagem da alma ou do coração:um tema comum na pintura egípcia.Neste caso à esquerda, vemos a deusa Maat e, à direita, Osíris. Neste papiro,encontrado no Livro dos Mortos,vemos Anúbis, um deus ligado à morte, trazendo pela mão Hunefer.Ao centro, Anúbis verifica o equilíbrio da balança, numa referência à pesagem do coração do morto.É o deus Toth(da sabedoria) quem registra o resultado.Observe que tanto Anúbis como Toth são representados com cabeça de animal. Prova Valiosa.Uma pintura de parede de tumba de Sennedjem, que viveu por volta de 1300 a.C., mostrando-o com sua esposa Iynefert, muito ocupado após a morte.Acima deles, o deus Hórus, com cabeça de falcão, segura o ankh, símbolo da vida eterna.Pinturas como essa mostram as técnicas de cultivo e detalhes da crença religiosa dos antigos egípcios. Cena do túmulo de Djehutihotpe, em Deir el-Bersha.Fica na parede oeste da câmara interior.Mostra o transporte de uma estátua colossal das pedreiras de alabastro de Hatnub. Essa pintura mostra tocadoras de instrumentos e dançarinas da 18 Dinastia. Curiosidade
As cores das pinturas egípcias eram elaboradas da seguinte forma:
O preto era usado para fazera pintura a partir do Carvão de madeira ou Pirolusite(é um óxido de manganésio do deserto do Sinai).
O Branco era usado para fazer a pintura a partir do Cal Ou Gesso.
O Vermelho era usado para fazer a pintura a partir do Ocre.
O Amarelo eles usavam o Óxido de ferro hidratado(limonite).
O Verde era feito através do malaquite de sinai. O Azul era elaborado a partir do Azurite(Carbonatode Cobre)ou Óxido de Cobalto.
Bibliografia
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/civilizacao-egipcia/imagens/egito10.jpg MACDONALD,Fiona.Egípcios antigos-São Paulo:Moderna,1996 FUNARI,Raquel dos Santos.O Egito dos faraós e sacerdotes_São Paulo:Atual,2001.
BAINES,J. e MÁLEK,J.O mundo egípcio:deuses,templos e faraós.Madrid:Edições del Prado,1996.Volume 1.
BAINES,J. e MÁLEK,J.O mundo egípcio:deuses,templos e faraós.Madrid:Edições del Prado,1996.Volume 2.